11 junho 2009

Dia dos namorados

Sexta-feira, 12 de junho de 2009


Eu não tenho tempo de me achar mais namorada do meu namorado no dia dos namorados. Pareci redundante na frase anterior, mas tudo o que está ligado à data se repete incansavelmente todos os anos, por isso vou até me permitir o luxo do pecado.

Nem se preocupem. Não vou ficar aqui esbravejando contra o 12 de junho – que é comercial sim: como o dia das mães, das crianças, dos pais, o natal... Prefiro coisas mais cômicas e, indesviavelmente, temáticas. Por exemplo: não sei se ainda contam essa história por aí (tampouco posso imaginar de onde ela surgiu), mas quando eu era adolescente ouvia muito falar que presentear o bem-amado com alguns itens ‘dava’ azar.

Um dos famigerados agrados era o perfume. Outro, a carteira. Não me lembro das mensagens subliminares que justificavam isso, então, passemos adiante. Claro que existiam as dicas tiro-e-queda, uma delas repassada por uma amiga do ginásio (ginásio: como envelheceu rápido essa palavra) para garantir ao relacionamento um futuro promissor: dar de presente um cinto – é, aquela coisa que devia ter o único propósito de não deixar a calça cair. Segundo ela, o assessório serviria para ‘amarrar’ o namoro. Bem, alguns cintos depois eles se separaram.

Pior do que isso só as torturas com o pobre do santo Antonio, o casamenteiro – prática comum aqui pelo Nordeste. Já vi castigo de todos os tipos: com a imagem sagrada dentro de copo d’água, de cabeça para baixo, na geladeira etc. Nem no tempo da Ditadura Militar houve tanta criatividade! Ah, não esqueçamos o sacrifício de quem viaja quilômetros para passar o dia (esse dia) com o amado; ou ‘engole’ o humor da sogra a seco para não estragar a data; ou faz chapinha no cabelo para impressionar.

Ai, ai. Desse mundo de gente que molesta seus santos, que divide o amor em doze vezes no cartão... sei não!

5 comentários:

Ludmila disse...

Dia dos namorados é tortura. Digo mesmo.
Um punhado de pombinhos felizes... E um contingente de panelas sem tampa, solteiros não convictos, naquela velha lamuriosa cantiga de autocompaixão.

(revoltada? eu?)

Rafael Belo disse...

Ótima a imagem das araras azuis incondicionais e monogâmicas, além de totalmente gratuita. A vida é um comércio triste hoje é sempre mais fácil "comprar a felicidade" do que bucá-la e conquistá-la. Bem vinda de novo hehehe beijos Is linda

Vanessa Reis disse...

concordo piamente com você, puro materialismo, acho que devemos mostrar o quanto a pessoa é especial todos os dias e em relação ao presente, eu prefiro aqueles em dias inesperados ao invez de datas que você ja fica tentando imaginar o que irá ganhar, o que importa de fato é o presente, tô fora. parabens Isolda, continue inspirada assim, beijos

Vone Flor disse...

Olá, Parabéns pelo blog os post estão "para refletir", e concordo com suas palavras, sobre a comercialidade da criação de uma data para dar presentes ao namorados e que "antigamente' esses presentes eram simbolo de algo subliminar, mas infelizmente em datas como o dia das mães e dos pais, são qdo alguns filhos se lembram de seus pais e ao invés do carinho diário lhe dão um presente anual. eu tb questiono que mundo é esse?
Abraços e Tudo de bom!

Deise Anne disse...

esse ano eu cansei de dia dos namorados, sem namorado...