04 julho 2009

Fazer o que se gosta

Sábado, 4 de julho de 2009


Às vezes na busca de grandes definições para “de que é feita a felicidade?”, o ser humano esbarra em dificuldades que não existiriam, caso atentassem para uma explicação simples, daquelas que qualquer aluno de pré-escola formula: bom é fazer aquilo que se gosta. Mais ainda quando é possível perder, um pouquinho, as noções do porvir e todas as neuras embutidas no tempo futuro – que, controvérsias à parte, não existe de fato.

Eu fico feliz quando posso tirar da prateleira um livro que simpatizei e levá-lo para casa. Quando vejo crianças sorrindo. Quando escuto, de surpresa, uma música que faz parte da minha história – nossa!que empolgante saber que as rádios ainda a tocam. Quando estou com fome e como, com sede e bebo água, com sono e durmo, com calor e tomo ‘aquele’ banho gelado. Quando chove a noite inteira e a manhã seguinte é um dia de sol. Quando escuto o barulho da fechadura e sei que chegou quem eu amo. Quando alguém querido telefona ou o telefone passa o dia inteiro sem chamar e estou justamente precisando de uma pausa de todo o mundo.

A felicidade fora dos conceitos gerais da satisfação contemporânea (festa de formatura e/ou casamento, promoção profissional, casa em Búzios, filhos, velhice sem inquietações previdenciárias) parece mais simples e, incrivelmente, real. É claro que a preocupação com o que virá tem muita importância dentro de um contexto – pensar no futuro é saudável e até divino – porém não é felicidade, é preocupação.

Perder horas trabalhando naquilo que se gosta é tempo ganho; o caminho inverso é sempre penoso, mas, de alguma forma, convém. Eu vejo muitas pessoas vivendo de fazer aquilo o que não gostam. Não critico nem dou pitaco, mas tenho medo de acabar como elas.


4 comentários:

Rafael Belo disse...

Tenho este mesmo medo, Is! "... acabar como elas." Vou aprender a lidar com as fotos segundo sua sugestão. bela beijos

julio onofre disse...

Tenho medo de ser o que não sou
E se acabar feito poeira no vento
Que a vida se torne um sofrimento
Sem prazer, sem gozo, um se acabou.

Que a repetição consuma meu dia
E em cada esquina leve uma topada
Não quero ter a cara marcada
Apenas hoje ter alegria.

A felidade de uma tarde de sono
De um chapa quente em pleno regime
Ao lado daquela para quem eu vivo.

Isso tudo é ficha,não me deprime
Não que o céo seja meu piso
A tristeza sim é um abandono.

è isso....meio sem rima,mas quem disse que tem que ser.
Abraços e bjos




É isso.

Vone Flor disse...

Nossa que lindo mesmo, naõ adianta procurar a felicidade numa coisa grande e solitária, temos que dividi-la e em pequenos pedaços, nas pequenas coisas simples do cotidiano...Pra refletir.
Bjo
Good Sunday~
~~beijometwitta
=)

Deise Anne disse...

Eu detesto quando me perguntam o que de novo eu tenho feito, quais as novidades, como se a vida tivesse que ser uma sequencia de fatos extraordinarios pra poder valer a pena. sou adepta dessa 'simple live', de gostar das coisas normais e viver bem com isso. afinal pra que tanta euforia? a vida leva tempo pra acontecer.