Sábado, 7 de novembro de 2009
Estive de mudança: encaixota daqui, desce geladeira, sobe fogão, cuidado com a tevê. Um transtorno! Deve ser do ser humano essa coisa chata de não querer mudar e ficar na mesma, acostumando-se ao acostumado. Já fui assim. Ainda sou um pouco, embora não por tanto tempo. Logo arranjo algo novo para fazer que me atrai muitíssimo, boto outra música para tocar, desenvolvo dons que jamais tive. E a vida vai seguindo, sorrateira, até o próximo impacto.
Estive de mudança: encaixota daqui, desce geladeira, sobe fogão, cuidado com a tevê. Um transtorno! Deve ser do ser humano essa coisa chata de não querer mudar e ficar na mesma, acostumando-se ao acostumado. Já fui assim. Ainda sou um pouco, embora não por tanto tempo. Logo arranjo algo novo para fazer que me atrai muitíssimo, boto outra música para tocar, desenvolvo dons que jamais tive. E a vida vai seguindo, sorrateira, até o próximo impacto.
Na mudança – de casa – descobri um monte de coisa que de nada serve entulhada como algo essencial. Lixos que contam histórias feias, pertences de alguém que não lembro quem, inutilidades de toda espécie. Tudo sobre a minha despreocupada e desatenciosa guarda. A verdade é que nunca guardei aquelas coisas todas, contudo, como também nunca me livrei delas é como se tivesse guardado ou, pior, carregado comigo, feito um peso morto. Cansativo, enjoado, não?
Mudar é importante, principalmente quando estamos numa situação incômoda, o que parece óbvio, mas não é, já que toda mudança de alguma maneira mortifica. Prefiro acreditar que isso acontece porque é preciso nascer outra pessoa – como uma nova encarnação sem abandonar o corpo original. Uma crença, enfim, não é uma verdade; qualquer um acredite naquilo que crê. Eu creio em coisas assim, complexas. Coisas simples são para serem vividas.
Queria mudar o cabelo, uma opção que implicitamente pode dizer que quero quebrar os espelhos. Queria mudar o cardápio e quem sabe esteja só planejando experimentar sabores novos. Queria um filho e talvez seja um forte desejo de produzir algo bom. Apenas. Sim, a vida é boa, não me cansa repetir. Quer dizer, às vezes, cansa.
Imagem: Google Imagens.Uma mudança deixa sempre patamares para uma nova mudança.
(Nicolau Maquiavel)














Mudar é importante, principalmente quando estamos numa situação incômoda
Já fiz isso, muitas vezes. e todas as vezes que fiz me senti superbem.
ps. queria te convidar para ver meu texto de hoje: Você tem 30 minutos?
Seria interessante saber sua opinião.
Abraços
Grande e renovada Isolda,
Em quase toda mudança
Quebra um prato - alguém dizia.
Mas traz também a esperança
De uma nova prataria.
Odeio me mudar. E adoro me mudar. Mudar cansa, dá preguiça, dá medo, dá vontade de desistir da tal mudança... Mas, depois que você muda, você se renova, vira uma nova pessoa pronta para construir uma nova vida. Por isso, mudar é ruim, mas é otimo. É o que eu acho.
Mudar é mesmo sempre bom Isolda. Representa o recomeçar. Que você tenha um ótimo recomeço!!!!!
Beijos e boa semana!!!!
Até certo tempo mudança era uma coisa complicadíssima pra mim. Nunca gostei muito, mas de repente me vejo refem dessas tais mudanças, logo em seguida viciada nelas... Pior que a questão de se estar acostumado a alguma coisa ou a alguém é descobrir que se estar viciado nela ou nele. Enfim. Vale lembrar que tudo em demasia não é saudável, mudar demais poder ser um problema tão ruim quanto não sair da estaca zero.
Milhões de beijos Isolda
Adorei o paragrafo que fala das coisas que vamos juntando com se guardassemos, mas que na verdade são um monte de entulho despercebido, acumulado em algum lugar, que a gente só percebe quando tem que mudar.
Mudanças são assustadoras, acima de tudo, porque nunca se sabe o que vem depois. Mas sabe o que mais? É isso que move a vida!