11 janeiro 2011

Ame

Eu não saberia responder por que amamos tanto, já que o lógico seria não amar e ainda assim colecionar boas histórias para contar aos netos. É certo que o amor não tem lógica nem cabe nas respostas que queremos da vida, muito menos nas que exigimos, como um credor, das pessoas que nos amam ou não. Elas sabem tanto quanto nós – que nada sabemos. Elas querem o que queremos e isso deveria bastar.

Também não entendo gente que diz viver bem sem amar. E olha que consigo respeitar o amargor que os relacionamentos podem ter causado ao longo de uma longa existência ou de uma existência curta – desilusões atacam em qualquer época – só não sou capaz de acreditar nisso. Ou não quero crer que o mundo já atingiu esse senso exagerado de realidade que maltrata a maioria dos bons sentimentos.

E, na contramão dos mais civilizados homens e mulheres, sou dessas que precisam amar para se sentir leve. Não importa qual leitura farei da situação com o passar do tempo – pelo menos eu, quando amo, estou pouco me lixando para o daqui a pouco. O amor vai embora, sei, não se pode passar os dias pensando que o fim é exclusividade da paixão, como querem os burocratas do coração alheio. Mas enquanto ele estiver por perto: ame com a leveza de quem nunca ouviu falar em sofrimento.

Coloque um sorriso na boca do outro sem pretensão. Conheça-o sem pressa, mesmo que por dentro tudo aconteça aceleradamente. Não queira saber o que dizem, não fixe o pensamento no que alguém pensa – nem eu. Ame apenas. E à sua maneira. Como se tudo o que você está vivendo agora tivesse a singela obrigação de valer à pena.

Imagem: Google Imagens.

6 comentários:

O Divã Dellas disse...

Amar faz bem ao corpo, à alma e ao coração. Um amor desapegado e desprendido faz um ser evoluir anos em poucos dias. Desejo muito amor à todos!

Verônica

Mariana (: disse...

ADOREI o texto Isolda.
beijo grande.

Ludmila disse...

perfeito. é tudo o que eu queria ler pra hoje... serviu como subsídio pro meu novo texto também :)

julio onofre disse...

Amo porque amo!

Anny Rochelly disse...

Lindas palavras, Isolda. Todo amor deve ser leve e despreocupado como seu texto.

Ministério da saúde disse...

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