30 julho 2011

Sandy faz anal, coisa e tal

Às vezes eu acho o mundo bobo, bobíssimo. As polêmicas bestas, as discussões estéreis. E tenho a impressão de que ninguém está mais a fim de levar a vida muito a sério. E daí que a Sandy faz sexo anal? Nem discuto se a cantora disse isso com todas as letras, se a revista deturpou as palavras dela, se dar o cu é, de fato, dor ou é prazer (uma questão mitológica do tipo quem nasceu primeiro: ovo ou galinha).

Fico impressionada como a sexualidade das pessoas interessa as outras. Assumir homossexualidade, por exemplo, dá sempre manchete de jornal. Bissexualidade, então, é tendência da estação. Por quê? Alguém poderia dizer. Por que é tão importante saber o que um parente, amigo, colega de trabalho, um ídolo do cinema ou da música faz entre quatro paredes? E por que algumas dessas pessoas também têm a necessidade de se expor publicamente? Só eu acho tudo isso muito estranho?

No limiar entre a infância e a adolescência morei em frente a um pensionato para mulheres. Entre as pensionistas, uma jovem, bonita, solteira. A vida dos vizinhos era especular a condição sexual dela. Uma nuvem de fofoca perseguia a mulher enquanto ela passava pela rua, simpática, carregando sozinha as sacolas do supermercado. Outra também vivia na boca do povo por, supostamente, manter um caso com um homem casado. Se as teorias todas eram verdade ou imaginação, pouco importava; valia mais a especulação.

Havia outra vizinha (casada, mãe de família) que não suportava os comentários. Dizia que era coisa de gente de cabeça pequena, do interior – e enquanto varria a calçada de casa chamava todo mundo de desocupado e pedia para que deixasse a vida alheia em paz. Por algum tempo pensei que ela estivesse correta. Mas o mau hábito permanece aí, atual e globalizado, cruzando interiores pacatos e capitais. No mais: já era hora de deixar a Sandy dar o cu em paz.

Imagem: Google Imagens.

8 comentários:

Andréa M disse...

Na falta de sentido em suas próprias vidas, as pessoas buscam "entretenimento", fazendo novela com a vida das outras. E os programas de TV, as revistas mais vendidas nas bancas estimulam isso. É julgamento do que se outro fez é certo ou não em programas como o Big Brother; é exposição de assuntos íntimos em programas onde todos discutem sua situação sem uma real intenção de resolvê-la, que aliás, isso só você mesmo pode fazer. Vivemos uma cultura onde as outras vidas, o que consideramos erro nos outros, se tornam palco para divertimento.

amigoZen disse...

rsrsrsrs Concordo com você, como já cantou Vanessa da Mata: "A vida dos outros, já diz... dos outros!".

Anônimo disse...

O conteudo esteve ao nivel to titulo...

Rafael Belo disse...

As pessoas dão tanta atenção as outras e deixa mde dar atenção ao que importa mesmo. E daí não é?! É tudo muito estranho mesmo... Boa Is, beijos

Jamylle Bezerra disse...

Concordo plenamente com vc. Porque a vida e a condição sexual do outro é sempre tao atraente? Tem gente que não cuida nem da própria vida e, no entanto, escreveria um livro sobre o vizinho. Ng merece! Tá na hora de olharmos para os nossos próprios umbigos antes de apontarmos os outros.

Beijo!!!

Anônimo disse...

vc sabe dizer se a Sandy perdeu a prega mãe??

Maura Sérgia disse...

Menina, assino em baixo de tudo que vc disse ai. "Pra variar", você foi perfeita em suas colocações. Quero aproveitar e pedir eprmissãoapra publicar no nosso blog www.cristovamaguiar.com.br

Metamorfose Ambulante disse...

A situação hoje é um pouco diferente da época da sua infância/adolescência. Naquele tempo,alguns passavam o tempo especulando sobre a vida alheia. Quem não se interessava sobre o assunto, não tomava conhecimento das maledicências. Hoje é o contrário: a vida alheia e as maledicências são jogadas na nossa cara, nõa tem como ignorar: as "declarações" da Sandy estvam em todos os portais da internet, bem na página inicial, na televisão, no rádio, nos jornais, nas revistas .... haja!!!