26 julho 2012

Viver tudo é pros fracos!

Google Imagens

Fico besta quando escuto alguém dizer – gente jovem, especialmente – que já viveu tudo o que tinha para viver. E quem diz isso, faz como se fosse uma grande vantagem. Já eu acho meio sem graça a ideia de que nada mais na vida acrescenta e o que está por vir é só uma experiência que se repete. Gosto de imaginar que vivi muito pouco e tenho muitas emoções não sentidas para sentir. 

Essas pessoas que viveram “tudo” costumam usar a frase quando decidem encarar, por exemplo, um relacionamento novo com cara de “amor para toda a vida”. Então, parece meio confortável se dedicar, finalmente, a um namoro/casamento, pois já beberam tudo o que tinham para beber, já transaram com quem quiseram, já curtiram a vida em demasia. Para quê mais? Para continuar vivendo, né, zémané?! 

Dizer que já viveu tudo o que tinha para viver, pelo menos a mim, passa aquela impressão de que a vida esgotou, de que é hora de ir embora e isso não combina com juventude. Nem com velhice. Tantos velhos por aí concordam que a existência se apresenta cada dia numa faceta diferente. Penso mais ou menos assim. E se um dia não pensar mais é porque não desejarei mais estar viva. O que não quer dizer, em absoluto, que tenha vivido tudo. Talvez tenha me faltado disposição física, somente. 

Portanto, até perto de morrer quero guardar vivinha a impressão de que poderia ter aguentado um pouquinho mais para sentir tal coisa que não tive chance, que deixei passar, que antes não me pareceu boa como agora parece. Viver tudo, meus amigos, sou dessa opinião: é para os muito fracos!

3 comentários:

Anônimo disse...

Veja só vc, eu no auge dos meus 25 anos, bradava isso aos quatro ventos porque pretendia me casar... Quando meu relacionamento findou e aquela fase negra de "e agora, o que vai ser de minha vida?" passou eu pude perceber como eu estava sendo boba, e daí descobri que ainda há uma infinidade de coisas a serem vividas...
Hoje essa sensação não me larga! rs
Sempre acho que tem muito a ser vivido!

Adorei o post, Isolda! Muito pertinente, como sempre!

Verônica

Rafael Belo disse...

ótimo Is. Desculpe o sumiço, mais voltei. Há muito a se sentir e portanto viver, não importa se temos 20 ou 90 rs beijos saudosos!

Anônimo disse...

Minha cara!
Elmar