23 maio 2013

As outras chances

Google Imagens
Por que erramos tanto com o sentimento dos outros? Deve ser pela impressão de que há sempre (isso mesmo: sempre) alguém para nos perdoar. E não é impressão. Essas pessoas existem e estão dispostas a nos dar uma segunda chance. Ou uma terceira, uma quarta, uma quinta chance. A invenção dos grandes errantes não veio sozinha, acompanhou-a a invenção os grandes perdoadores. 

É por isso que chamamos de idiota o sujeito que amamos, despejamos verdades desnecessárias, fechamos a porta na cara, pedimos para nunca mais voltar. Existe uma segurança tremenda, disfarçada de roleta russa, nos fazendo pensar que estamos puxando algum gatilho. Mas, não há gatilho nem balas no revólver. Blefamos o tempo todo no amor, e o pior não é isso; o pior é que compram o nosso blefe. 

Então, machucamos. Ah, quem machuca não é piedoso como quem desculpa. Magoamos por qualquer motivo ou por nada. Pisamos no calo, metemos o dedo na ferida alheia. E temos dificuldade de admitir isso, como se toda avaliação de fora fosse um caso de exagero. 

As outras chances existem sim, não são ficção ou coisas que contaram para nos fazer acreditar que a vida é mais bonita. Estão penduradas nas árvores, ao alcance das mãos, como fruta para ser colhida em qualquer estação.

2 comentários:

Anônimo disse...

é minha cara. mutias verdades em seu texto. belas verdades.

Gilson Monteiro

Rafael Belo disse...

é Is o mal da humanidade, sdd suas e apareça para o novo layout do blog beijos