09 junho 2014

Sim, teremos Copa!

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Em 2012 fui a Buenos Aires com minha mãe e no coletivo rumo a La Boca, bairro em que fica o famoso Caminito, encontrei um jovem jornalista bem simpático e articulado. Melhor dizer periodista, como se apresentou. Chamava-se Frederico, o que não comporta, lá, o apelido “Fred”. Falei que aqui no Brasil era comum Fredericos serem resumidos a Fred e no fim das contas ele gostou. Fui lhe tratando assim até o final da viagem que fizemos de pé, no corredor do ônibus, hábito brasileiro também – estava me sentindo em casa. 

Fred seguia rumo ao estádio do Boca Juniors, no labor diário do mundo esportivo. Enquanto conversávamos sobre mil coisas, ele me disse que estava se preparando para vir ao Brasil no Mundial (em nenhum momento falou a palavra “Copa”), inclusive, frequentando aulas de português. A viagem ficou mais divertida à medida que fomos aprofundando, rasamente, o idioma do outro. Espanhol e português do Brasil não são tão próximos quanto aparentam, especialmente quando a conversa vai adquirindo ritmo frenético. 

Já faz dois anos, e a batalha Neymar versus Messi estava no auge para nós – pois, para eles era uma competição superada. Exatamente no dia 9 de junho, como hoje, a Argentina venceu o Brasil por 4 a 3 (Messi meteu três golzinhos) e eu estava lá, no território não “mui” amigo. Fiquei mais uns dias e até ir embora continuava a ver a partida repetida em bares e restaurantes, a exaustão. Meu pai ligou e quis saber se os argentinos realmente davam tanta importância à rixa entre os dois países ou se era uma coisa mais nossa do que deles. Não era não. Aliás, achei os argentinos mais fanáticos. Era apenas um amistoso, parecia mata-mata.

Meu sentimento em relação à Copa, naquele dia, era outro. Jamais acompanhei futebol, fora a época em que morei em Campina Grande, na Paraíba, e virei torcedora fiel do Treze, de ir ao estádio uniformizada coisa e tal. Mas, Copa do Mundo sempre foi diferente, havia uma expectativa acima do limite na espera, havia mais coração. A de 1994 tem gostinho especial, acho que porque eu era criança, estava numa cidade do interior em que nem o meio-fio passava em branco (era tudo verde e amarelo) e vencemos! Hoje, que olho a Copa com olhos de adulto, não vejo tanta graça. Fora o entorno social, que é deprimente, a coisa está mais burocratizada do que nunca. Bem, ainda estou na torcida pela seleção, e esperando um sopro daquela mesma emoção.

Um comentário:

Rafael Belo disse...

ótima Is. COmo sempre. Sinto falta daquele ar de 94 :D saudades suas beijos e ótima semana