12 fevereiro 2016

"Eu acho que quando não escrevo estou morta"

A frase não é minha, está entre aspas, é de Clarice Lispector. De sua última entrevista. Clarice foi brilhante, não posso me comparar ao que ela era quando escrevia; só que ela era também humana, então, posso parear nossos sentimentos humanos diante do que não podemos controlar. Não tenho controle sobre minha falta de tempo, de inspiração, de ânimo até. Minha vida hoje é sem tragédias, mas não me excita.

Amo escrever e ler e tenho me dedicado mediocremente a esses prazeres, como a todos os outros. Porém, esses dois, de verdade, são os que mais me fazem falta agora. Ainda leio e escrevo - de forma meio burocrática - na busca frenética por informação, o que não é a mesma coisa. Não acho justo dar continuidade ao blog e também não acho justo lhe matar, já que continuo (morta-)viva. Ele continuará aqui, eu não.

A essa altura do campeonato não devo ter mais leitores, esses que me impulsionaram com suas presenças, comentários, por tanto tempo. A quem desrespeitei com meu mutismo, minha não periodicidade, meu silêncio. Peço que me perdoem, por mais que não escutem meu pedido de perdão. 

Bem, acredito que essa despedida já atingiu o ápice dramático. Gostaria de agradecer. E esquecer.

2 comentários:

jeremias pereira disse...

Oi Isolda, a um bom tempo leio seus posts, sempre me alegro quando vejo um email em minha caixa de email, dizendo que tem um novo post seu, então corro para cá para ler, eu gosto dessa não periodicidade, vejo muito gente postando um post por semana e na maioria das vezes são uma bosta, coisas periódicas são chatas ...

Escreve quando tiver afim, quem gosta de seus textos vai adorar saber que você escreveu e vai ler de coração aberto, e quem lê por lê que vá e não volte mais.

Sugiro que comece a publicar no Medium, infelizmente o blogspot morreu, lá você vai alcançar mais gente, acredito, com seu belos textos, até eu já me aventurei por lá.

Grande abraço, o mundo preciso de pessoas que escrevam com o coração como você.

monica mosqueira disse...

Que pena ... vou sentir falta das suas linhas